Depois de várias tentativas de manter um blog, que falharam, finalmente consegui chegar numa ideia que, certamente me obrigaria a estar sempre atualizando uma página da internet. E, que não poderia ser diferente, em se tratando de mim. Nesse espaço, vou trazer citações de livros que eu li e que me ajudaram na difícil tarefa de formar uma personalidade forte, que busca fugir do senso comum, que caminha à procura do que é excêntrico, do que é singular, de ideias em que poucas pessoas brigam por elas, e que a maioria não concebe, não abre os seus corações para que se deixe entrar novos conceitos, novos jeitos de ser, novos conhecimentos. Nada que, de repente, possa sugerir uma mudança. As pessoas não gostam de mudar. Eu gosto de aprender. Eu gosto de conhecimento e, quase sempre, a concepção de um novo conhecimento sugere a mudança de antigas premissas. Mudar, portanto, é necessário. Já dizia Raul Seixas em sua canção: "mas eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."



domingo, 17 de junho de 2012

Daquilo que a gente é,

Você é

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

Martha Medeiros

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