Depois de várias tentativas de manter um blog, que falharam, finalmente consegui chegar numa ideia que, certamente me obrigaria a estar sempre atualizando uma página da internet. E, que não poderia ser diferente, em se tratando de mim. Nesse espaço, vou trazer citações de livros que eu li e que me ajudaram na difícil tarefa de formar uma personalidade forte, que busca fugir do senso comum, que caminha à procura do que é excêntrico, do que é singular, de ideias em que poucas pessoas brigam por elas, e que a maioria não concebe, não abre os seus corações para que se deixe entrar novos conceitos, novos jeitos de ser, novos conhecimentos. Nada que, de repente, possa sugerir uma mudança. As pessoas não gostam de mudar. Eu gosto de aprender. Eu gosto de conhecimento e, quase sempre, a concepção de um novo conhecimento sugere a mudança de antigas premissas. Mudar, portanto, é necessário. Já dizia Raul Seixas em sua canção: "mas eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."
sábado, 25 de agosto de 2012
Da Cumplicidade...
Que seja cumplicidade, porque a vida já é difícil sem afetos. O som dos passos no corredor pode ser um conforto inacreditável, o corpo ao lado da cama uma âncora para a alma aflita. O entendimento recíproco é um oásis no isolamento desta nossa vida aprisionada por tempo, dinheiro, regras, mil solicitações de família, trabalho, grupo social, realidade do mundo.
Que seja presença e companhia, o relacionamento bom: pois a solidão é um campo demasiado vasto para ser atravessado a sós.
Lya Luft, pag.35 em Pensar é Transgredir
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Da minha saudade
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem....
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem....
(A Sua - Marisa Monte)
*Essa vai pro meu amor lindo. Estou morrendo de saudades do seu cherinho...
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Da vontade de estar com você....
Com você
Quero um lugar em taça de amor
Uma tela em fresca aquarela
Que vislumbre seu pudor
Quero o som da cachoeira
Me embalando noite e dia
O tempo inteiro com meu desejo
A lhe tomar
Quero o rumo sem o sumo
Que me leva a perfeição
Quero o cheiro seja verde
Seja inteiro que me banhe
Em seu suor
Por fim, quero o claro
O faro certo que desperto
Pra ser momento seu, se banhe
Pela noite, até que a lua
Na enxurrada se veja
Pra que seu corpo sob o meu
Acorde no descansar da madrugada
Com o gosto da boca e dos lábios meus
Ivanete França Galvão de Carvalho
* gostaria de ter tido a oportunidade de conhecer melhor Ivanete,
tenho certeza que o potencial dela não teve a oportunidade de
ter sido explorado em Vargem Alta. Torço para que um dia ela retorne.
Vargem Alta precisa de pessoas assim, como a autora desse poema.
Quero um lugar em taça de amor
Uma tela em fresca aquarela
Que vislumbre seu pudor
Quero o som da cachoeira
Me embalando noite e dia
O tempo inteiro com meu desejo
A lhe tomar
Quero o rumo sem o sumo
Que me leva a perfeição
Quero o cheiro seja verde
Seja inteiro que me banhe
Em seu suor
Por fim, quero o claro
O faro certo que desperto
Pra ser momento seu, se banhe
Pela noite, até que a lua
Na enxurrada se veja
Pra que seu corpo sob o meu
Acorde no descansar da madrugada
Com o gosto da boca e dos lábios meus
Ivanete França Galvão de Carvalho
* gostaria de ter tido a oportunidade de conhecer melhor Ivanete,
tenho certeza que o potencial dela não teve a oportunidade de
ter sido explorado em Vargem Alta. Torço para que um dia ela retorne.
Vargem Alta precisa de pessoas assim, como a autora desse poema.
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Ivanete Galvão
Do amor que a gente sente
"Pode ser amor, poder ser paixão, pode ter até outra explicação... Pra quê querer saber coisas dos coração!"
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Roberto Carlos
segunda-feira, 18 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Da metade de mim
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro aqui: http://pensador.uol.com.br/autor/oswaldo_montenegro/
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro aqui: http://pensador.uol.com.br/autor/oswaldo_montenegro/
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Oswaldo Montenegro
Daquilo que a gente é,
Você é
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Martha Medeiros
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Martha Medeiros
Das lembranças que a gente tem
Existem lembranças que são fontes perenes de amor. Recordá-las é como caminhar descalço na areia da praia num começo de manhã de céu azul, a brisa do mar misturada aos raios do sol, aquele ventinho morno que se derrama na pele com gentileza rara. Recordá-las é um cafuné gostoso que a vida reinventa.
Quando estamos tristes, cansados, aborrecidos, também podemos ir até lá, onde essas lembranças moram. Podemos escolher uma delas para nos banharmos com o sentimento bom de que é feita. Ver de novo. Sentir de novo. Alimentar o coração. É um jeito afetivo de renovar a energia no momento presente.
Ana Jácomo
Lindamente aqui: http://anajacomo.blogspot.com.br
Dos segredos do Amor
O maior segredo do amor não é por que amamos, mas por que deixamos de amar.
Fabrício Capinejar
Aqui:http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/2009_12_01_archive.html
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Fabrício Capinejar
sábado, 16 de junho de 2012
Da gentileza nossa
Custa muito ser gentil? Custa sim! Custa pensar duas vezes, desejar duas vezes, amar duas vezes.
A grosseria que é de graça.
Verdade é feita para ajudar. Não há maior verdade do que a delicadeza.
Fabrício Capinejar aqui: http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/na-ponta-da-lingua.html
A grosseria que é de graça.
Verdade é feita para ajudar. Não há maior verdade do que a delicadeza.
Fabrício Capinejar aqui: http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/na-ponta-da-lingua.html
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Fabrício Capinejar
domingo, 10 de junho de 2012
Das parcerias que fazemos na vida
"Muitas são as parcerias que podemos estabelecer na vida e muitas são as formas de estarmos nessas parcerias: podemos estar numa relação dependendo ou não do outro, podemos estar junto para crescer e diferenciar ou podemos estar com o outro por uma conveniência. Sem nenhum juízo de valor, estamos sempre em parceria e precisamos aprender a defender nosso espaço em tais momentos. Isso nos levará a um envolvimento mais consciente do para quê, realmente, estamos nas relações."
Souza; Rosset. 2006, p. 121
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A Magia da Mudança
Da necessidade de mudar
"Não pense que o mundo acaba
Alí onde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se vc já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje sei que mudar dói
Mas, não Mudar dói muito."
Oswaldo Montenegro
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Oswaldo Montenegro
Do amor e do respeito
"Não é possível falar de amor sem incluir a questão do respeito. Talvez a forma mais amorosa de amor seja respeitar o outro como ele realmente é; mesmo que ele seja diferente do que eu gostaria, eu respeito essa diferença e o amo como ele pode ser, e não como eu gostaria que fosse."
Souza; Rosset. 2006. p.55
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A Magia da Mudança
Do jardim da nossa vida
"Qualquer coisa que possa acontecer a um jardim pode acontecer à alma e à psique - excesso de água, falta de água, pragas, calor, tempestades, enchentes, invasões, milagres, ressecamento, reverdecimento, bênçãos, cura.
(...)
O jardim é uma prática de meditação, a de dizer a hora de alguma coisa morrer. No jardim, podemos ver a hora de desfrutar e a hora da regressão. No jardim, estamos nos movendo de acordo com a inspiração e a expiração da grande natureza selvagem, não contra ela."
Estés, 1994, p. 131
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Mulheres que correm com os lobos
Da vida e da morte
" a grande tarefa diante de nós consiste em aprender a compreender à nossa volta e dentro de nós exatamente o que deve viver e o que deve morrer."
Clarissa Pinkola Estés, 1994, p. 50
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Mulheres que correm com os lobos
Da noção que temos do "eu" e do "outro"
"Ao respeitar meu jeito, meu ritmo, ao tomar consciência das minhas capacidades e habilidades, fica muito mais fácil respeitar as diferenças marcantes entre mim e o outro, respeitar que o outro não sou eu, mas que podemos caminhar juntos."
(Souza, Rosset. 2006, p.53)
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A Magia da Mudança
sábado, 9 de junho de 2012
Das dores que a gente sente
"As ninhadas de camundongo revelavam que a morte era amenizada pela nova vida.
(...)
Uma loba matou um de seus filhotes que estava mortalmente ferido. Para mim foi como uma dura lição sobre a compaixão e a necessidade de permitir que a morte venha aos que estão morrendo. As lagartas cabeludas que caíam dos seus galhos e voltavam a subir, arrastando-se, me ensinaram a determinação."
Clarissa Pinkola Estes, 1994, p. 17
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Mulheres que correm com os lobos
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Das escolhas da vida
"Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E, ainda assim, fazer a mesma livre escolha.
Dessas pequenas vitórias se faz a alegria de amar e ser amado. Descobrir no olhar do outro que você foi escolhido de novo. E de novo, mais uma vez."
Cris Guerra, 2008, p.146
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para Francisco
Da Afinidade
"Afinidade, filho, é quando a gente tem muitas coisas parecidas com alguém. Pode ser uma coisa que a gente gosta de fazer, algo na vida que emociona a gente, pode ser uma vontade, um sonho - ou muitos deles. Afinidade também é o que faz duas pessoas quererem dormir de conchinha, por exemplo. Ou o que deixa a sensação de estar levando a outra pessoa com a gente, aconteça o que acontecer. Como se ela fosse uma parte de você e você, uma parte dela."
Cris Guerra, 2008, p.55
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para Francisco
Da Magia da Mudança

"A vida é como um livro aberto. Não um livro escrito pelo destino inexorável, aberto à devassa, mas sim páginas em branco, um papel em permanente reciclagem, um texto mutável por minhas humanas possibilidades de leitura, escrita, conexões e escolhas."
Souza; Rosset, 2006, p.13
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A Magia da Mudança
Da Mulher Selvagem

(...)
Onde ela está presente? Onde se pode senti-la? Onde se pode encontrá-la? Ela caminha pelos desertos, bosques, oceanos, cidades, nos subúrbios e nos castelos. Ela vive entre rainhas, entre camponesas, na sala de reuniões, na fábrica, no presídio, na montanha da solidão. Ela vive no gueto, na universidade e nas ruas. Ela deixa pegadas para que possamos medir nosso tamanho. Ela deixa pegadas onde quer que haja uma única mulher que seja solo fértil.
(...)
As pessoas podem pedir evidências, uma comprovação da existência da Mulher Selvagem. No fundo, estão pedindo provas da existência da psique. Já que somos a psique, somos também a prova.
(ESTÈS, 1994, p.27-28)
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